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Destaques - Clipping
Entrevista promovida pelo site Power Of Metal

Por: Fãs da Rússia

The Tapdancer - O que o levou a tocar baixo?

Felipe Andreoli
: Meus amigos de colégio estavam montando uma banda e eu tocava violão. Mas eles precisavam de um baixista e eu comecei.

Grisha - Você toca algum outro instrumento no mesmo nível que o baixo?

Felipe Andreoli
: No mesmo nível, não. Mas toco guitarra e bateria.

The Sinner - No encarte do Fragile Equality consta que você e o Adriano Daga tocaram percussão (seria em "Invisible Cage"?) Que tipos de instrumentos vocês usaram para a gravação? Qual deles você gosta mais (vi um vídeo em que você tocava caixa na “batucada” do Angra)? Que tipo de ritmo tradicional você gosta, além do Samba?

Felipe Andreoli
: Usei um Djembe e um Derbak. O Adriano ajudou nos arranjos de percussão e usamos vários instrumentos, como Zabumba, Alfaia e Pandeiro. Meu ritmo brasileiro preferido é o Maracatu.

The Tapdancer - Vocês estão em turnê com o Sepultura. O último álbum deles, A-Lex, e o anterior, foram baseados em obras-primas literárias. Vocês já tiveram essa idéia e, caso sim, que tipo de livro usariam e por quê?

Felipe Andreoli
: Usamos o livro Aurora Consurgens em nosso ultimo álbum. Não diria que baseamos um trabalho inteiro em um único livro, mas somos influenciados por vários livros que lemos. Eu tento ler, pelo menos, um livro por semana, então eu uso as idéias dele quando escrevo, mesmo de forma subconsciente. Se tivesse que fazer um trabalho em cima de um só livro, seria algum do Carl Sagan.

The Tapdancer - Que tipo de música você gosta de ouvir? Só Metal ou outros estilos?

Felipe Andreoli
: Fusion, Progressivo, Pop, Jazz, New Age, Thrash Metal e MPB.

AnderSon - Sou baixista e admiro muito sua técnica. Você tem alguma vídeo-aula ou pretende lançar algo assim?

Felipe Andreoli
: Tenho uma que foi lançada só no Brasil com o título Angra Bass e pretendo lançar uma nova assim que tiver tempo.

AnderSon - Vi sua foto com Steve, the Great no seu site. Você o conhece pessoalmente?

Felipe Andreoli
: Eu o vi duas vezes, mas nunca nos falamos.

AnderSon - Você já pensou em ministrar um WorkShop na Rússia?

Felipe Andreoli
: Eu adoraria! Por favor, me chamem!

Evry - Você pretende ser o principal letrista do próximo álbum do Almah como aconteceu com o Fragile Equality? Ele também será conceitual ou terá alguma relação com o tema do Fragile Equality?

Felipe Andreoli
: Gosto de escrever letras e provavelmente vou continuar fazendo isso no Almah, mas não necessariamente como o letrista principal. É uma questão de inspiração. Começamos a compor um novo material, mas temos mais a parte instrumental e não falamos sobre nenhum tema ainda. Temos algumas ideias para discutir e vamos fazer isso em breve.

Evry - Fale sobre o clima no Angra e o relacionamento entre vocês depois dessa “pausa”. Acontece algum problema ao ficar dois anos sem tocarem juntos? As idéias mudam, ou ao contrário, fica tudo mais fácil?

Felipe Andreoli
: O clima é ótimo. Todos nós estamos muito motivados e curtindo essa volta. É claro que ainda temos que fazer alguns shows para que a banda volte ao ritmo de antes, mas estamos muito felizes com o rumo que as coisas estão tomando.

The Sinner - Qual é a diferença entre a atmosfera no Angra e no Almah do ponto de vista pessoal? Ou seja, a diferença entre o trabalho de composição, os ensaios e coisas assim?

Felipe Andreoli
: A principal diferença é que os membros do Almah vivem em cidades diferentes, muito distantes uns dos outros e quando a gente se reúne é super legal. Sou amigo de todos, nas duas bandas, o que é ótimo. Com relação ao trabalho de cada uma, o Angra tem uma rotina mais pesada, mais séria.

Iron_Fox - Falando como músico profissional: É obrigatório estudar para se tornar músico ou é melhor ser autodidata? É necessário seguir toda a teoria e ordem da música ou é melhor criar espontaneamente, ligando as idéias?

Felipe Andreoli
: Compor para o Angra ou Almah não é fácil e isso exige conhecimento de música. Não necessariamente uma educação formal, desde que você saiba o que está fazendo. Não existem regras para se fazer música, mas é claro que você tem que conhecer. E a espontaneidade é sempre bem-vinda.

The Scarecrow - Barack Obama ou Dmitry Medvedev? Quem seria melhor para governar o Brasil?

Felipe Andreoli
: Nenhum dos dois. Só um cidadão brasileiro consegue entender as nossas necessidades e problemas.

The Scarecrow - Harry Potter ou O Senhor dos Anéis? Ou nenhum além de Star Wars?

Felipe Andreoli
: São grandes filmes, mas Star Wars é meu preferido.

AnderSon - Quando você entrou no Angra, foi difícil o entrosamento com os novos membros e se acostumar com as músicas antigas?

Felipe Andreoli
: Foi uma adaptação muito fácil para mim, tanto musical quanto pessoalmente. Tivemos uma boa relação desde o início.

AnderSon - Você conhece algum artista russo do Metal?

Felipe Andreoli
: Conheço só o Victor Smolski, mas gostaria de conhecer mais da cena Metal russa.

Haze - Você ainda tem contato com o Mauro Chevis? Lembro que vocês tocaram juntos no FireSign e depois fizeram algumas músicas instrumentais excelentes. Vocês pretendem fazer alguma coisa no futuro?

Felipe Andreoli
: O Mauro está morando na Inglaterra agora e já faz um tempo que não nos encontramos. Costumávamos trabalhar juntos na casa dele, mas agora é difícil, infelizmente. Mas eu gostaria de fazer algo futuramente.

The Sinner - Como você arruma tempo para fazer tudo? Todos os seus projetos, WorkShops, shows, vida pessoal, hobbies, internet? Quanto tempo você dedica ao baixo por dia ou a qualquer outro instrumento que você pratique, ou para aprender algo novo?

Felipe Andreoli
: Não é fácil coordenar tantas atividades, mas eu tento ser organizado com relação a datas e tudo o mais. Reservo bastante tempo à minha noiva, família e amigos porque às vezes fico fora durante meses e é complicado. Só toco baixo quando tenho um show ou ensaio. Não sou muito ligado em exercícios. Gosto de tocar e tenho estudado violão e harmonia.

The Sinner - Você poderia falar sobre todos os projetos que participou de um ano e meio para cá? (Espero não esquecer nenhum: Almah, Bittencourt Project, Kiko Loureiro, Time Out...) E o Karma, ainda está na ativa? Se não me engano, você lançou um trabalho do Time Out em 2008, paralelo ao Almah.

Felipe Andreoli
: Você consegue todas as informações no meu MySpace. O Karma ainda existe, mas os membros são tão ocupados com outros projetos que é difícil fazer alguma coisa nova. Pretendemos fazer, mas não sabemos quando. E além disso, esse ano eu vou gravar um novo disco com o Vox, que é um projeto com o Thiago e o Marcell, do Karma, e meu amigo André Brunetti, guitarrista.

The Tapdancer - Sempre quis perguntar isso... O que o músico deve fazer se o nariz começar a coçar durante um show?

Felipe Andreoli
: Coçe! Não se envergonhe!

Grisha - O que você acha de suas habilidades vocais?

Felipe Andreoli
: Não sou um bom cantor, mas consigo fazer backing vocals bem afinados. Gosto mais de cantar no estilo Metallica, Slayer, que é o que eu faço melhor.

Grisha - Que tipo de profissão você queria seguir quando era criança?

Felipe Andreoli
: Assim que comecei a pensar nisso, sabia que seria músico. Nunca tive dúvidas.

Grisha - O que os brasileiros pensam sobre os EUA?

Felipe Andreoli
: As opiniões são diferentes, mas de uma maneira geral, acham que a interferência dos EUA em outros países (como o Afeganistão, por exemplo) é só uma forma de atingir seus próprios interesses. Espero que o Obama possa mostrar ao mundo uma América melhor, e não uma gananciosa e dominadora.

Grisha - Sua bebida alcoólica preferida?

Felipe Andreoli
: Nenhuma. Não bebo nada alcoólico.

Grisha - Se você tivesse a oportunidade de prever o futuro, o que gostaria de saber?

Felipe Andreoli
: Nada. Seria impossível olhar o futuro e não mudar o presente. Gosto de viver o dia-a-dia.

Bruce - O que você acha da pirataria na música?

Felipe Andreoli
: Acho horrível. É por causa dela que atualmente as bandas não têm recursos financeiros para fazer seus discos com uma qualidade melhor, e nem mesmo promovê-los. Somos todos dependentes da internet, que todo mundo acha que é de graça, mas na verdade você precisa de muito dinheiro para fazer uma divulgação decente também. Eu não seria hipócrita em dizer que nunca baixei música, mas quando eu gosto, eu compro. Poderíamos usar a internet como um meio de conhecer coisas novas, mas isso não significa que a música seja de graça. Fazer um disco custa muito caro.

The Sinner - Soubemos que o Marcelo Moreira é um mestre na cozinha. E no Angra, quem é? O Edu não é, porque em uma entrevista nossa, ele disse que só sabia fritar ovos. Você já experimentou os ovos fritos feitos por ele?

Felipe Andreoli
: É claro que não! Ainda tô vivo, né? Acho que quem cozinha melhor no Angra é o Rafael. Eu também tenho alguns truques.