Entrevista

Entrevista realizada pelo site Almah France

Por Fãs Franceses

Almah France - Olá Marcelo! Apresente-se para o público francês.

Marcelo Barbosa
: Olá a todos! Sou o guitarrista do Almah e é um prazer responder vocês.

Almah France - Quando você começou a tocar guitarra?

Marcelo Barbosa
: É difícil falar com precisão, já faz muito tempo. Acho que eu tinha uns treze anos. Foi por volta de 1988/1989 e fui muito influenciado pelo Rock In Rio I e algumas bandas brasileiras que começaram a fazer muito sucesso naquela época no Brasil.

Almah France - Fale um pouco sobre o GTR. Quando você o criou e por quê?

Marcelo Barbosa
: O GTR é uma escola de música que criei há doze anos. Eu era professor de guitarra em outras escolas de Brasília, mas não tinha nenhuma especializada no instrumento. Era um sonho ter uma escola que tivesse um método legal, com bons professores e equipamentos. Comecei com uma sala e uma guitarra, mas com o tempo fomos crescendo e hoje temos mais de vinte professores e em torno de quinhentos alunos. Damos aula de guitarra, baixo, violão e canto. A escola é franqueada, temos mais duas unidades e em breve teremos uma terceira em Brasília.

Almah France - O que você aprendeu com o Almah, seja no estúdio ou no palco?

Marcelo Barbosa
: Tento aprender tudo. É uma mania, quase obsessão. Tenho em mente que estou sempre aprendendo e com o Almah não é diferente. Quando entrei na banda já tinha experiência em estúdio e no palco também, mas aprendi muito sobre o show business, a relação com os fãs e as diferentes opiniões sobre música. E no estúdio descobri que tem várias maneiras de se obter o mesmo resultado.

Lupi Blue (França) - Que encordoamento você usa?

Marcelo Barbosa
: Tenho o patrocínio da Elixir e uso a 0,10. Tem uma sonoridade melhor que a 0,09 e não machuca meus dedos como a 0,11. Esse é um ponto importante – ter um som legal e manter a saúde dos meus dedos.

Frogfingers (França) - Você faz algum tipo de exercício antes de tocar?

Marcelo Barbosa
: Nada específico. Gosto de tocar um pouco antes do show, mas nada em especial, que possa cansar os dedos. Normalmente faço cromática que acho bom porque exercita as mãos por igual e troco de exercício de vez em quando senão fica meio chato.

Frogfingers (França) - Quando você começou a se sentir livre com a guitarra, com um bom conhecimento musical? Após quantos anos de prática?

Marcelo Barbosa
: Boa pergunta. Nunca pensei nisso… Sempre fui muito ligado em excelentes guitarristas como Steve Vai, Malmsteen, Joe Satriani, e leva algum tempo até você se sentir seguro com esse tipo de música. Acredito que tenha levado uns cinco ou seis anos. Por outro lado, sempre gostei de tocar guitarra e nunca tive dúvidas de que seria músico e viveria disso.

Shred 666 (França) - Quais são suas principais influências, bandas e músicos favoritos?

Marcelo Barbosa
: Varia com o tempo. Gosto de música Pop, Rock, artistas como Stevie Wonder, Michael Jackson, Muse, e vários outros. De Metal gosto do Pantera, Metallica, Dream Theater, Symphony X, Rush... É difícil escolher só alguns. Com relação aos músicos, tem vários guitarristas e também outros instrumentistas como o Greg Howe, Richie Kotzen, Allan Holdsworth, Michel Camilo, Miles Davis, todos excelentes.

Metallaw (França) - Qual é a sua opinião sobre escolas como a Berklee? Você acha que é a única maneira de aprender a tocar? Você frequentou alguma escola de música?

Marcelo Barbosa
: Acho que as boas escolas são sempre úteis, mas certamente não é a única forma de se aprender a tocar. Existem grandes músicos que nunca freqüentaram uma escola. O conhecimento é uma benção e se você puder ter um bom professor, é ótimo. Eu tive aulas de música em várias escolas e com professores diferentes. Adoro aprender e assim que tiver um tempo livre, vou estudar Jazz, improvisação e harmonia.

Metallaw (França) - Você ouve muita música? Do que você gosta, além do Metal?

Marcelo Barbosa
: Sim, ouço muito. Além do Metal, estou ouvindo Joshua Redman, um saxofonista incrível de Smooth Jazz, Nu Jazz, ou o que seja. Normalmente eu costumo correr em um parque e estou sempre ouvindo alguma coisa. No momento é o último álbum do Guns N’ Roses (podem me bater, mas eu adorei...), algumas músicas do Muse e Metallica... Meu Ipod é quase uma jukebox.

Pimousse (França) - Você tem algum hobby?

Marcelo Barbosa
: Sim. Adoro ler e ver filmes. Tenho muitos DVD’s e livros em casa. Se eu pudesse, assistiria um filme por dia. Agora estou viciado na série Criminal Minds. É muito legal! É sobre serial killers e estou adorando. Além disso, pratico Taekwondo desde adolescente.

Pimousse (França) - Você pretende gravar um álbum solo no futuro? Isso seria ótimo!

Marcelo Barbosa
: Tenho planos para o próximo ano. Estou trabalhando nas músicas e acho que antes do fim desse ano, já terei alguma novidade. Depende também da turnê do Almah daqui pra frente.

Symphony (França) - Fale um pouco sobre os equipamentos que você usa.

Marcelo Barbosa
: Tenho bastante coisa e uso de acordo com a necessidade, se for para o estúdio ou para o palco. Tenho uma Tagima signature MB-1, que são as principais, mas também uso outras como PRS 513, Fender Strato, Telecaster, N.Zaganin e Ibanez. E os amplificadores MesBoogie Dual Rectifier e Mark IV, Orange, Line 6. No palco com o Almah, uso uma PodX3 Live com NIG Pedals pela praticidade. Normalmente peço um Marshall JCM 900 com uma 4x12 e levo duas guitarras MB-1, uma afinada em Eb e a outra em Db.


 
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