Review
Review originalmente veiculado pelo site Whiplash!
Por Giorgio Moraes
Estive trocando idéias com uma amiga sobre este novo trabalho do Kiko Loureiro e chegamos a uma conclusão que cremos ser verdadeira: esse cara não precisa mais provar nada pra ninguém. A maior prova disso (por mais paradoxal que soe) é Fullblast, 3º trabalho solo de uma carreira marcada pela produção ininterrupta - que começa com a Demo Reaching Horizons (1992) e passa, obviamente, pelo todo-poderoso Angra: quase duas décadas de dedicação à música.
Desde os primeiros acordes de "Headstrong", o belo tema de abertura, já se sente que Loureiro está livre de qualquer amarra. Imprimindo força no começo, Kiko desmancha sua guitarra em solos e bases que vão buscar forças em ritmos caribenhos - o que me lembrou as viagens sonoras de Carlos Santana. "Desperado" vem na sequência, e já abre espaço para que o bom e velho Samba se misture ao igualmente bom e velho Rock N- Roll. "Cutting Edge", com sua base que tem alguma coisa de anos 80, também brilha forte dentro de Fullblast; "Excuse Me" traz Loureiro digitando suave, mostrando que sensibilidade também faz parte da receita, enquanto que "Se Entrega, Corisco!" propõe a união do Rock com o Baião - para desespero dos puristas. Desse contexto, Kiko se entrega a climas mais místicos em "A Clairvoyance", 6ª faixa do CD, para então trazer bases densas em "Corrosive Voices". Para encerrar, o clima clássico pede passagem em "As It Is, Infinite". Tudo isso regado a uma guitarra enxuta, que não busca se exibir - antes deseja contribuir para que Fullblast permaneça soando aos ouvidos mesmo depois de termos apertado a tecla stop de nossos aparelhos.
Gravado e mixado no Brasil, Fullblast seguiu para solo germânico para masterização - que ficou a cargo de Jurgen Lusky (que ja trabalhou com o Angra). O belo encarte é obra do Sr. Gustavo Sazes.
O Ministério da Saúde Musical adverte: ouça todo dia.
Por Giorgio Moraes
Estive trocando idéias com uma amiga sobre este novo trabalho do Kiko Loureiro e chegamos a uma conclusão que cremos ser verdadeira: esse cara não precisa mais provar nada pra ninguém. A maior prova disso (por mais paradoxal que soe) é Fullblast, 3º trabalho solo de uma carreira marcada pela produção ininterrupta - que começa com a Demo Reaching Horizons (1992) e passa, obviamente, pelo todo-poderoso Angra: quase duas décadas de dedicação à música.
Desde os primeiros acordes de "Headstrong", o belo tema de abertura, já se sente que Loureiro está livre de qualquer amarra. Imprimindo força no começo, Kiko desmancha sua guitarra em solos e bases que vão buscar forças em ritmos caribenhos - o que me lembrou as viagens sonoras de Carlos Santana. "Desperado" vem na sequência, e já abre espaço para que o bom e velho Samba se misture ao igualmente bom e velho Rock N- Roll. "Cutting Edge", com sua base que tem alguma coisa de anos 80, também brilha forte dentro de Fullblast; "Excuse Me" traz Loureiro digitando suave, mostrando que sensibilidade também faz parte da receita, enquanto que "Se Entrega, Corisco!" propõe a união do Rock com o Baião - para desespero dos puristas. Desse contexto, Kiko se entrega a climas mais místicos em "A Clairvoyance", 6ª faixa do CD, para então trazer bases densas em "Corrosive Voices". Para encerrar, o clima clássico pede passagem em "As It Is, Infinite". Tudo isso regado a uma guitarra enxuta, que não busca se exibir - antes deseja contribuir para que Fullblast permaneça soando aos ouvidos mesmo depois de termos apertado a tecla stop de nossos aparelhos.
Gravado e mixado no Brasil, Fullblast seguiu para solo germânico para masterização - que ficou a cargo de Jurgen Lusky (que ja trabalhou com o Angra). O belo encarte é obra do Sr. Gustavo Sazes.
O Ministério da Saúde Musical adverte: ouça todo dia.


